O Pre Sal Nunca foi do Brasil

Anúncios

Os Black Blocks e a Escuridão do Nosso Momento Político

País – Opinião
16/10 às 11h22 – Atualizada em 16/10 às 17h01
Jornal do Brasil

Eles chegam tarde da noite, vestidos de preto e com rostos cobertos, formam um único “bloco sombrio”, disposto a pôr abaixo tudo o que simbolize o que eles não reconhecem ser ordem e poder. A expressão black block define esta massa que vem cada vez mais fazendo parte da rotina dos movimentos sociais. Não tem bandeiras definidas, líderes, agenda. Apenas age, impulsionada pela crise de ética na política e na sociedade, pelos escândalos de corrupção e pela impunidade. Poderia também ser chamada de “buracos negros” – fenômeno astronômico no qual um planeta perde a massa mas mantém a gravidade: uma gigantesca força perdida no vácuo. Só que não está no espaço. Está nas ruas.

Os black blocks são jovens entre 20 e 30 anos em sua maioria. Fazem parte de uma geração que nasceu e cresceu vendo denúncias de corrupção, associam diretamente política e sucesso empresarial com desonestidade, não têm exemplo de ética, não conhecem o que é certo e o que se deve respeitar. Continuar lendo

Massacre aos Professores, Centro do Rio 01 out 2013

Eu estive no Centro e desembarquei na estação do Metrô Carioca. Foi um horror. Primeira saída, a do Convento estava fechada, a da avenida Chile também, só sobrou a da Rio Branco, que não se conseguia sair devido ao enorme número de pessoas entrando e por estar parcialmente fechada. Daí fiquei respirando aquele gás, que desceu para a estação e quase fiquei sufocado. E os seguranças negando os apelos dos passageiros para abrir as estações fechadas para que se pudesse sair dali. Uma verdadeira covardia com os professores, alunos, adeptos como eu e todos que circulavam pelo centro do Rio.
Comecei a trabalhar no Centro do Rio em 1968 e assisti a todo aquele “fuzuê” que houve. Mas nada parecido com o que vi nesta última terça-feira.
Veja abaixo o relato da professora Janete.
——————————————————–

Janete Trajano
Professora da Rede Pública Municipal de Ensino

Pelo direito de retomar a palavra…
Hoje de manhã enquanto me arrumava para ir à assembleia dos professores da Rede Pública Municipal do Rio refletia sobre a minha opção pelo magistério e o medo que me rondava quase que me obrigando a não sair de casa. O dia prometia ser tenso, pois seria votado na Câmara dos Vereadores o Plano de cargos e salários dos funcionários da educação elaborado pela Prefeitura do Rio. Sem nenhuma participação dos professores, o plano de tão ruim precisou receber vinte e nova emendas dos vereadores da base governista. Isso nos levou a clamar, tanto professores, quanto a sociedade civil organizada, deputados, alguns vereadores de oposição, para que o PL 442/2013 fosse retirado do regime de urgência de votação e que fosse discutido amplamente. Longos dias nessa queda de braço… intransigência, truculência, arrogância, descasos, são palavras que não conseguem traduzir o que vivemos e as tramoias orquestradas para garantir a sua votação.
Continuar lendo